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sábado, 5 de junho de 2010

DORES MUSCULARES

Dor no ombro?

Perguntas, respostas e dicas sobre essa dor que pode dificultar a realização de tarefas muito simples, como pentear o cabelo ou se vestir.

Fisioterapeuta especialista em ortopedia e traumatologia do Instituto de Ortopedia e Trauma do Hospital das Clínicas de São Paulo, atuante na região de Presidente Prudente - CREFITO: 315382

A articulação do ombro é a articulação mais instável do corpo humano. O que isso quer dizer? Quer dizer que é uma área vulnerável a lesões, desgastes e luxações.
A articulação do ombro é sustentada basicamente por músculos, então é preciso que eles estejam ativos, fortes e funcionando corretamente, caso contrário, lesões podem aparecer, tais como: Tendinites, Bursites, Artrose, Síndrome do Impacto, Capsulite Adesiva e Lesão do Manguito Rotador(conjunto de músculos que respondem pela movimentação e estabilização do ombro), entre outras.
Essas lesões, além de trazerem prejuízos funcionais, trazem também dor e redução da qualidade de vida, além de dificultar a realização de tarefas antes muito simples como pentear o cabelo ou se vestir.
Então, no caso de uma lesão já instalada, o que fazer?
Primeiramente, identificar o fator que a causou e aboli-lo. Depois, procurar um profissional para realizar o diagnóstico e tratamento da lesão. Essas lesões muitas vezes são causadas por movimentos repetitivos e, geralmente, acima da cabeça, como quando um professor escreve na lousa durante muitos anos, ou quando uma dona de casa tem que pendurar uma grande quantidade de roupa em um varal muito alto ou limpar móveis altos com o braço esticado. Esses movimentos geralmente são os vilões desses tipos de lesões.
Também não podemos esquecer-nos das lesões causadas devido a traumas. Essas têm que receber atendimento imediato.
No caso de um sinal de alerta, como a dor, como devemos proceder?
Nos processos dolorosos dos ombros, devemos nos atentar em como anda a saúde de nossa articulação. Primeiramente, tente perceber se ela estácrepitando (rangendo), isso é um mau sinal. Se as crises dolorosas acontecem quando existe um abuso nas atividades, como fazer faxina na casa, ou arrumar um jardim durante um final de semana, esses podem ser sinais de que seu ombro esta reclamando e que é hora de intervir.

DICAS:

- Realize alongamentos antes e depois das atividades;

- Evite os movimentos acima da cabeça (Over Head);

- Em caso de dores, utilize gelo no local (atenção para pessoas que tenham intolerância ao frio);

- Mantenha sempre o corpo ativo com atividades físicas benéficas para a saúde, o que deixa os músculos fortes e protegem a articulação;

- Evite automedicação;

- Não ache que sintomas dolorosos brandos não são importantes.

Cuide do seu corpo. Procure sempre um especialista.

Fonte: portalterceiraidade.org.br



segunda-feira, 31 de maio de 2010

BENEFÍCIO DA ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE

Existem cada vez mais evidências científicas apontando o efeito benéfico de um estilo de vida ativo na manutenção da capacidade funcional e da autonomia física durante o processo de envelhecimento.Além dos benefícios já citados anteriormente pela atividade aeróbica existem também importantes benefícios do treinamento de força muscular no adulto e na terceira idade :
Melhora da velocidade de andar
Melhora do equilíbrio
Aumento do nível de atividade física espontânea
Melhora da auto-eficácia
Contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea
Ajuda no controle do Diabetes, artrite, Doença cardíaca
Melhora da ingestão alimentar
Diminuição da depressão
Uma das principais causas de acidentes e de incapacidade na terceira idade é a queda que geralmente acontece por anormalidades do equilíbrio, fraqueza muscular, desordens visuais, anormalidades do passo, doença cardiovascular, alteração cognitiva e consumo de alguns medicamentos. O exercício contribui na prevenção das quedas através de diferentes mecanismos:
Fortalece os músculos das pernas e costas;
Melhora os reflexos;
Melhora a sinergia motora das reações posturais;
Melhora a velocidade de andar;
Incrementa a flexibilidade;
Mantém o peso corporal;
Melhora a mobilidade;
Diminui o risco de doença cardiovascular.
Segundo dados científicos a participação em um programa de exercício leva à redução de 25% nos casos de doenças cardiovasculares, 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e distúrbios mentais. Talvez o mais importante seja o fato que reduz de 30% para 10% o número de indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos, além de desempenhar papel fundamental para facilitar a adaptação a aposentadoria.

FONTE: www.saudeemmovimento.com.br

HOPE 3 - ESTUDO CLÍNICO INTERNACIONAL PARA REDUÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR

foto destaquesA Secretaria de Estado da Saúde está recrutando 200 voluntários para prevenção, avaliação e tratamento do risco cardíaco moderado.
O estudo, que está sendo coordenado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em 12 cidades brasileiras, pretende acompanhar os pacientes por pelo menos cinco anos, gratuitamente.
Serão inscritos homens a partir de 55 anos de idade e mulheres a partir de 65, que apresentem pelo menos um fator de risco, como excesso de peso, histórico de tabagismo, baixo HDL (colesterol bom), nível alto de açúcar no sangue, doença renal ou história de doença cardíaca na família.
Além da capital paulista, o estudo será realizado, sob a coordenação do Dante Pazzanese, nas cidades de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Uberaba, Botucatu, Marília, Campinas, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, Aracaju e Goiânia.
Mesmo que você não preencha os critérios para participar diretamente, avise seus pais, avós, vizinhos e amigos!

Preencha a ficha pela internet:
Os interessados poderão entrar em contato pelo
Ou pelos telefones (11) 5085-6353 ou (11) 5085-6352 (falar com: Karen, Mirella ou Dr. Ítalo).
sitehttp://www.dantepazzanese.org.br/pesquisa/hope3


sábado, 29 de maio de 2010

PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

A sabedoria popular diz que “você é o que come” e não podia ser mais verdade. A comida que ingerimos tem um grande impacto na nossa saúde e bem-estar. Ao manter a forma física e comer bem está a reduzir o risco de desenvolver doenças relacionadas com a alimentação, como doenças de coração e cancros. Contudo, apesar de manter uma alimentação saudável ser bastante simples, existe ainda muita confusão no grande público sobre no que consiste comer bem, ou a ideia geral que já está a cumprir os requisitos para uma boa alimentação, o que muitas vezes não é verdade. Por exemplo:

● 69,3% das pessoas pensa que a sua alimentação é saudável

● 71% das pessoas afirma “eu não preciso de mudar os meus hábitos alimentares, já que como bastante bem e de forma saudável”
Para tornar-se ou manter-se saudável, o nosso corpo precisa de boa comida, e do tempo e energia para processá-la e usá-la no seu metabolismo. Uma boa nutrição fornece ao organismo nutrientes para produzir ou reparar tecidos, manter o sistema imunitário saudável e permite ao corpo executar tarefas diárias com facilidade.
A ligação entre a alimentação e as doenças está muito bem documentada, e existem várias provas que provam que o que comemos tem um impacto muito grande na forma como nos sentimos. Os nossos estilos de vida e hábitos alimentares mudaram dramaticamente nas últimas décadas. Hoje em dia, confiamos na conveniência da comida rápida, ou “fast-food” e em suplementos nutricionais do que propriamente em alimentos frescos. De facto, existe muita atenção mediática virada para o que não devemos comer, e pouca informação sobre o que devemos comer.
Lembre-se, não existem na realidade bons ou maus alimentos – moderação e equilíbrio na alimentação são as chaves para se manter saudável. A comida deve ser apreciada – é possível comer refeições deliciosas e bem preparadas que são simultaneamente saudáveis.
O objectivo de uma dieta saudável na idade adulta é assegurar que se mantém em forma, com vitalidade, dentes cuidados, um bom sistema imunitário, cabelo e pele saudáveis, energia abundante e um peso ideal. A longo prazo, o objectivo é minizar o risco de doenças crónicas com doenças cardiovasculares, enfartes, diabetes, cancro e osteoporose.

A IMPORTÂNCIA DA MAMOGRAFIA

Mamografia Obrigatória em Mulheres de Meia Idade: Deve ela ser Realizada?


O câncer de mama é o tipo mais freqüente e a causa mais comum de morte por câncer na população feminina, em muitas regiões geográficas. Este tipo de tumor maligno atinge o pico máximo de incidência entre as idades de 50 e 55 anos. Apresenta uma taxa de mortalidade anual de 46 mil mulheres. Este panorama e o fato do risco de as mulheres nos Estados Unidos desenvolverem câncer de mama de ser de um cada oito, fazem desta doença um problema de saúde significativo. A causa do câncer de mama não é conhecida, mas diversos fatores estão correlacionados a sua ocorrência como: idade, história familiar, influências étnicas e efeitos hormonais. Essa doença é geralmente notada como um nódulo indolor e descoberta casualmente pela paciente no exame físico de rotina ou na mamografia (estudo radiológico das mamas).
A propedêutica mamária complementar (exames utilizados para auxiliar na detecção de doenças da mama), em especial, a mamografia (estudo radiológico da mama), vem apresentando progressos, com detecção cada vez maior de lesões subclínicas (que não se manifestam). Tal fato tem grande importância para a prevenção do carcinoma de mama.
A mamografia é um método de inquestionável importância no diagnóstico precoce e na detecção do câncer de mama. O achado precoce de um tumor aumenta as chances de sucesso do tratamento. Os esforços para procurar e detectar câncer de mama precocemente são baseados no auto-exame, no exame médico e nas técnicas de imagem da mama. Dentre as técnicas citadas, a mamografia merece especial consideração, por ser um exame bem estudado e padronizado e, comprovadamente, se realizado anualmente, diminuir a taxa de mortalidade por câncer de mama em cerca de 25 %.
Recentemente, um debate público, realizado nos Estados Unidos, acerca da recomendação de mamografia de screening (para rastreamento de câncer de mama), em mulheres com idade entre 40 e 49 anos, recebeu especial atenção em jornais da área da saúde, especialmente, médicos e na imprensa em geral.
Em um trabalho publicado em maio de 2000, na revista Archives of Internal Medicine acerca do referido debate, verificou-se que a maioria das mulheres americanas entrevistadas se mostrou interessada e dispensou atenção à recente discussão sobre a realização de mamografia para o rastreamento de câncer de mama.
Segundo estudo suíço, publicado na revista Lancet, em 1993, o câncer de mama pode ser diagnosticado precocemente, se a realização de mamografia acontecer em mulheres entre 40 a 49 anos de idade. A importância da realização de mamografia em mulheres nessa faixa etária, foi corroborada por pesquisadores americanos, que investigaram o conhecimento das mulheres americanas sobre o rastreamento da doença maligna da mama através da mamografia e a sua posição diante do assunto discutido em recente debate.

O Estudo

Nesse trabalho, foi enviada uma pesquisa (questionário) a uma amostra aleatória de mulheres americanas, com idade igual ou superior a dezoito anos. Mais da metade (66%) das mulheres que receberam o questionário, o respondeu completamente. Os aspectos relevantes nessa pesquisa foram: as reações das mulheres ao debate, sua sugestão para a idade em que deve ser realizada a mamografia para o rastreamento do câncer de mama e a sua compreensão acerca do debate.
Os pesquisadores desenvolveram o questionário como parte integrante de um projeto de pesquisa sobre a realização de mamografia, financiado pelo Departamento Americano de Prevenção do Câncer de Mama. Nesse questionário, foram indagados aspectos inerentes à prevenção do câncer de mama, através da realização do exame radiológico em mulheres de faixa etária entre 40 a 49 anos (proposta salientada no debate); também foi investigada a opinião dessas mulheres quanto à idade ideal para a realização da primeira mamografia de rastreamento do tumor maligno de mama; se as mulheres acompanharam o debate e como reagiram a ele; por fim, sua conclusão sobre o debate.

Resultados

Os pesquisadores verificaram que a maioria das mulheres (aproximadamente 95% das entrevistadas) se mostrou interessada no debate recentemente realizado sobre a realização rotineira de mamografia de screening (rastreamento) em pacientes de 40 a 49 anos de idade. Entretanto, uma parcela dessas mulheres acreditou ser o debate acerca da questão financeira, não sendo dada verdadeira importância ao benefício desse exame. O governo americano recomenda a implementação de serviços especializados em mamografia e a realização desse exame em grande escala, como método de screening. Além disso, recomenda aos serviços de mamografia, a necessidade de disseminação efetiva da idéia da realização desse exame rotineiramente, em mulheres de meia-idade.
O questionamento da necessidade real (evidenciada cientificamente) da realização de mamografia em mulheres nessa faixa etária, levou o National Institutes of Health (NIH- Instituto Nacional de Saúde) à conclusão inicial de que as mulheres decidam por si mesmas essa necessidade. O National Cancer Institute's Advisory Board (Instituto Nacional do Câncer), sob pressão do governo americano, inverteu a conclusão inicial do Instituto Nacional de Saúde, preconizando a realização de mamografia de rotina em mulheres jovens.
As mulheres que acompanharam o debate tiveram melhor acesso à informação e se sentiram mais confiantes no momento de decidir sobre a realização da mamografia.
Verificou-se, nesse estudo, que a maioria das mulheres acham que a idade ideal para a realização de mamografia era aos 40 anos. Uma pequena parcela, cerca de 10%, indagou sobre a existência ou não de benefício; houve controvérsia sobre o momento ideal e a idade de se realizar o exame como rastreamento do câncer de mama. Entre as mulheres que acompanharam o debate, muitas (53%) concluíram que a fonte da controvérsia entre a idade ideal era a questão financeira, ou seja, o custo deste exame para o sistema de saúde.

Fonte: Arch Intern Med 2000